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fev
11

A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO E O DOM SUPREMO DO AMOR

A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO E O DOM SUPREMO DO AMOR

LC. 10:25-37

INTRODUÇÃO:

1. No livro  “Entendes o que Lês” há uma contextualização bem interessante da Parábola do Bom Samaritano. (Para ler)

2. A Parábola do Bom Samaritano segundo narrou o próprio Jesus nas escrituras neste texto, V.30-37.

3. Jesus conta esta história, respondendo a uma pergunta de certo farizeu, doutor da lei, V.25-29.

E depois ele querendo se auto-justificar, pergunta pela segunda vez “quem é o meu próximo”

4. Essa história tem 7 personagens. A) Os salteadores B) A vitima do assalto C) O sacerdote D) O levita E) O Samaritano F) O dono da hospedaria G) O jumento ( este não temos necessidade de comentar sobre ele)

5. Ao menos três deles são importantes para frizarmos pela informação da bíblia no seu contexto e

o ensino da própria parábola

A) O Sacerdote. Ministro do Antigo Testamento, investido de autoridade com função principal de intermediar entre os homens e Deus. Eles ministravam no santuário diante do Senhor, ensinavam o povo a guardar a lei e consultavam a Deus para conhecer Sua vontade em favor da nação de Israel.

B) O levita. Descendente da tribo de Leví, filho de Jacó. Foram escolhidos para o serviço do tabernáculo. Quando os Israelitas quebraram o pacto com Deus em construir o bezerro de ouro no Sinai, Ex. 32:25-29. Os levítas zelavam e transportavam os objetos do tabernáculo.

C) Samaritanos. Esse povo  surge como consequência do cativeiro do Israel do norte quando foram levados pelos Assírios, misturados racialmente com Babilônicos e Assírios, tornaram-se idólatras. No evangelho de Lc. 9:52-55 e Jo.4 temos dois acontecimentos que envolvem este povo. Os samaritanos eram aos olhos dos judeus, pessoas  desprezíveis. Nesta parábola, Jesus revela que o Samaritano era o mais próximo daquele moribundo a beira da morte.

A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO E O DOM SUPREMO DO AMOR

Quais lições podemos aprender desta história sobre o amor?

I – Mesmo vivendo em um mundo mal, podemos encontrar pessoas que amam de verdade.

1. Ainda que sejam poucas às encontramos, V.30-35. Não se iluda, no mundo real são poucos que amam sinceramente. O sacerdote passou e nada fez, o levíta de igual modo ficou indiferente. Somente aquele Samaritano, se dispôs a ajudar aquela triste vitíma a beira da estrada. Sendo tomado de profunda compaixão.

2. Na estrada da vida podemos encontrar três tipos de pessoas neste mundo.

2.1 Aqueles que vivem um egoismo desenfreado e selvagem. Egoismo  de salteador, de um contra o outro. (os salteadores)

A) São pessoas que vivem na espreita, aguardando uma oportunidade de tomar de assalto o que é do outro. Este tipo de gente pode até favorecer alguém, mas com o objetivo de escravizar o próximo em suas teias de “favores” para tomar o que o outro possui.

B) São pessoas que vivem para roubar a alegria, paz, saúde e se possível até a vida alheia. São ladrões de consciência. Seu grande objetivo é matar, roubar e destruir. E ainda se gabam de tal proceder. São os homicidas diários da nossa existência.

2.2 Aqueles que vivem um egoismo comodista, V.31,32. (o sacerdote e o levíta)

A) São pessoas influentens na vida reliogiosa. Representantes de Deus entre os homens, mas são pessoas que vivem alienadas por completo da vida do próximo.

B) São pessoas que vivem em benefício de sí mesmo. Tudo gira em torno dele e somente para ele. Jamais pensa no outro para beneficiá-lo. E quando pensa em fazer o bem ao próximo, o faz, objetando benefecíos próprios. Tirando proveito de qualquer situação.

C) São pessoas que pensam no próximo bem próximo. Resumindo o círculo do “próximo” aos filhos, cônjuges, familiares, amigos, gente importante e aqueles que lhes fazem bem.

2.3. Felismente encontramos aqueles que vivem em favor do outro, V.33-35.

A) São os que vivem um tipo de amor mais elevado, um amor altruista. Sem esperar uma troca de favores ou até mesmo um simples obrigado.

B) A diferença entre tênis e o frescobol. Reflexão de Rubem Alves

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito  sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza do outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, (é como ejaculação precoce:) um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos… Na vida você joga tênis ou frescobol?

II – O amor não é só um sentimento, mas pricipalmente ação e atitude.

1. Amor é mais que palavras deoces, bonitas românticas ou poêticas. Amor é mais que um discurso recheado de palavras atraentes e de boas colocações. Amor é ação em alegria, é pratica voluntária, é compaixão pela miséria do outro.

2. Amor é ação em misericórdia. Se compadece do próximo a exemplo de Jesus, Mt.9:34, 35. Isto fala de uma ação direcionada para servir, de voluntariedade amorosa.

3. Amor é ação que não se importa com riscos para ajudar a outros. Não se importa com a própria vida. Aquele samaritano parando sua viagem poderia se tranformar também em uma vitíma. No entanto não pensou nisto. Parou sua caminhada e o ajudou.

4. Amor é  ação que alivia o sofrimento do outro, V.34. Colocou óleo e vinho nas feridas daquele homem a beira do caminho.

5. Amor é ação que se esforça para fazer o máximo pelo outro, V.34. O colocou sobre seu animal, levou para uma
estalagem e cuidou dele. É o amor do tipo sacrificial, Ef.5:25.

6. Amor é ação que investe no outro, sem se importar com valores puramente humanos, V.34, 35. Não fez questão do que gastou, e pagaria algo a mais se fosse necessário quando voltar.

III – O verdadeiro amor revela quem é o meu próximo

1. Amar o próximo para o judeu significava: Amar o cônjuge, o filho, um amigo, um compatriota seu ou alguém cujos favores o beneficiavam.

2. Amar o próximo no ensino de Cristo, Mt. 5:43-48.

3. Observando o ensino de Cristo, quem é o meu próximo?

3.1 O meu próximo pode ser alguém totalmente desconhecido. A exemplo do samaritano e o que estava sofrendo no caminho.

3.2 O meu próximo pode ser de alguém de uma nação diferente. De uma raça rejeitada ou desprezada.

3.3 O meu próximo pode ser alguém de uma religião diferente da minha. O samaritano pertencia a outra religião.

3.4 O meu próximo pode ser alguém desprovido de uma boa aparência. O homem estava bastante ferido, quase morto.

3.5 O meu próximo pode ser alguém necessitado. Carente, desprotegido, marginalizado, viciado, prostituido. Sem amigos, família,  dinheiro ou um teto para abrigar-se.

3.6 O meu próximo pode ser até mesmo o meu maior inimigo

Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça”. Rm.12:20

CONCLUSÃO:

1. Diante de tudo isto, como poderemos amar sem fingimento, fugir do amor apenas no campo da teoria e das palavras. E partirmos para a verdaira praticidade do amor.

2. O V. 27 nos dá esta resposta. Amar primeiro ao Senhor. Quem ama ao Senhor de verdade é porque primeiro foi amado por Ele.

“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.  Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. I Jo. 4:7-11

3. Disse Jesus: “ Vai e procede tu de igual modo” Lc.10:37


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