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fev
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IGREJA, POVO DE DEUS

IGREJA, POVO DE DEUS

INTRODUÇÃO:

1. A nossa escolha nesta vida.

Escolhemos sempre o melhor aos nossos olhos, o mais bonito, o que nos faz bem e o que gostamos. Se fôssemos colocado em uma situação privílegiada de escolha, certamente seguiríamos o mesmo caminho de Ló. Ficaríamos com as campinas do Jordão. Comparadas ao jardim do Senhor, Gn.13:1-13.

2.  A escolha Divina.

Deus escolhe diferente de tudo que pensamos. Quando imaginamos que somos escolhidos por Deus como povo Seu. Diante do que Ele é, em glória, poder e santidade. E a nossa condição de pecadores perdidos. Somos levados  a meditar  na graça abundante do Senhor, como nos fala a palavra de Deus por intermédio do apóstolo Pedro no texto.

3. Ele fala da nossa escolha como povo de Deus, II Pe.2:10.

(1). Fala de um tempo passado, quando não éramos povo de Deus. Vivíamos alheios as promessas de Deus, andavamos perdidos, estavamos sem Cristo, sem esperança e sem Deus neste mundo. Sem o conhecimento do verdadeiro evangelho de Cristo. Por isto seguíamos ás nossas próprias paixões carnais.

(2). Fala de um tempo presente em que somos povo de Deus. Nossa realidade presente é outra, completamente diferente daquela. Pertencemos a Deus, somos agora povo de propriedade exclusiva do Senhor. Somos chamados povo de Deus. Fomos reconciliados com Deus em Cristo Jesus, fazendo parte desta nação (IGREJA DE CRISTO), cujo Deus é o Senhor.

(3). Fala de um motivo pelo qual somos chamados de povo de Deus. A grande e infinita misericórdia do Senhor. A qual fomos alcançados.

4. Uma das coisas belissímas que nos acontecem por pertencer á igreja, é o reconhecimento que somos escolhidos.

Deus não nos deixou fora, estamos dentro, somos povo de Deus. O que Pedro está dizendo é sobre nossa realidade em Cristo. Todo aquele que recebeu do Senhor misericórdia na Salvação, renunciou suas paixões mundanas, reconhece que é pecador como aquele publicano quando orava, dizendo: “Ô, Deus, sê propício a mim, pecador”. São agora povo de Deus. Este é o conceito pessoal de Salvação e de Igreja.

5. Pedro revela mais que isto.

Ele está sugerindo uma relação entre a igreja e o Israel do Antigo Testamento. E este conceito de “povo de Deus” quando aplicado à igreja, só pode ser entendido no trato de Deus com o Israel do primeiro pacto, e especialmente com sua maior revelação ao mundo, Cristo Jesus nosso Salvador, “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” É exatamente com o advento do nascimento do Senhor que surge esta referência ao povo de Deus. O nome de Jesus, que significa Josué no velho testamento, fornece um elo de ligação entre o povo de Deus da Antiga e nova Aliança. Cristo é cumprimento da promessa feita a igreja do Antigo Pacto, como o alicerce para a igreja do novo pacto da cruz do calvário.

6. A vida de Jesus é o ponto critico do drama do povo de Israel nas escrituras.

Nele, as promessas feitas a Abraão, Moisés e Davi se cumprem e um novo povo de Deus é criado, Podemos aprender muito sobre a igreja, analizando as idéias básicas que cercam o conceito do povo de Deus.  Veremos ao menos três idéias básicas neste momento sobre este tema sugerido no início, IGREJA, POVO DE DEUS. O povo de Deus é:

I – Um povo chamado, Gn.12:1-3.

1. Aprendemos em primeiro lugar que a igreja é uma comunidade de pessoas (povo de Deus). Cuja existência se dá por uma realidade fundamental, O chamado de Deus.

Chamado que se deu primeiro a Abraão. Deus lhe dissera que deixasse seu país e sua parentela e fosse a outra terra. Para dele fazer um outro povo. A descendência de Abraão seria o meio de todos os povos da terra serem abençoados da parte de Deus.

2. Este acordo espiritual com Abraão perdurou. Deus  prometeu abençoar todas as nações por meio de Abraão.

Mas com o passar do tempo isto tornou-se ímpossível por meio de Israel (POR CAUSA DA DESOBEDIÊNCIA DE ISRAEL AO PACTO ESTABELECIDO) até a plenitude do tempo e a vinda de Cristo. O  chamado de Deus para a terra de Canaã, primeiro a Abraão e sua família, E depois aos descendentes de Jacó no Egito. E o remanescente de Judá  da Babilônia. Quando retornaram a terra prometida por causa da misericórdia do Senhor. Mesmo em meio a  muita desobediência, Deus cumpriu sua promessa.

3. Todos estes acontecimentos são apenas sombra de um chamado mais alto e superior redenção.

Mediante a morte e ressureição de Jesus, o propósito de Deus é chamar do mundo um povo para sí mesmo, remí-lo do pecado e conceder-lhe a Salvação prometida. Este é o conceito de igreja no novo testamento. O termo igreja “ekklesia” é constituido do verbo “Kaleô” que significa chamar. A ekklesia portanto é a congregação chamada para reunir-se. Um corpo que se reúne para adorar a Deus e ouvir sua palavra. O novo testamento enfatiza isto da suguinte maneira: (1). Deus nos chamou a comunhão do seu filho, I Co.1:9 (2). Nos chamou para pertencermos à Cristo, Rm.1:6 (3) Este chamdo Divino é uma santa convocação, II Tm. 1:9. (4) E um chamado que nos separa do mundo e nos torna santos em conduta e caráter, I Cor. 1:2.

4. Três lições práticas decorre deste chamado especial do povo de Deus.

(1) Se a igreja é chamada por Deus ela deve reunir-se, Ele nos chama do nosso isolamento para nos unirmos a um povo. Reunido para adoração, cuidado e missão. Não nos reunimos para nos distrairmos, Vamos a igreja para expressão visível e audível da nossa adoração a Deus.

(2). Se a igreja é chamada pela palavra de Deus, ela deve ter um lugar central nas reuniões de seu povo. Aprendemos sobre a necessidade de Salvação e descobrimos o caminho de santidade mediante pregação e ensino da palavra de Deus.

(3) Se a igreja é chamada por Deus ela deve seguir para o seu alvo, Cristo Jesus o nosso Senhor. Deus sempre chama seu povo para ser mais semelhante a Cristo, servindo-o de modo abnegado.

II – Um povo da aliança.

1. Como povo de Deus estamos ligados uns aos outros, porque estamos ligados a Deus por uma aliança.

Aliança representa um acordo  estabelecido entre duas pessoas. No Antigo Testamento entre Deus e Israel e no Novo Testamento com  a igreja. A velha aliança deu-se no Êxodo e no Sinai. A nova aliança, pela morte de Cristo no calvário e sua ressureição.

2. Vamos enxergar a natureza e o significado desta aliança primeiro a Israel depois a igreja.

A) O primeiro elemento desta aliança foi o seu caráter pessoal.

A aliança envolvia atos especiais do Deus pessoal com uma nação de pessoas. E este relacionamento pessoal não dependeu da religiosidade de Israel ou de leis espirituais criadas por  eles. Mas da disposição amorosa do Senhor em estabelecer este relacionamento de intimidade co Israel. Na igreja, o caráter pessoal da aliança é retido pela fé na obra de Redenção do calvário e sua ressureição. Daqueles que se rendem pessoalmente a Cristo.

B) O segundo elemento desta aliança foi sua origem.

Ela foi estabelecida por Deus e depois recebida por homens. Não se trata de um relacionamento entre iguais ou de uma transação. Nem tão pouco de uma troca de favores. Esta aliança não foi algo que Israel poderia oferecer. Mas o que Deus lhes concedeu. Ele os escolheu como seu povo antes que eles o escolhessem como o seu Deus.

C) O terceiro elemento desta alinaça é o seu fundamento.

A sua base é a misericórdia do Senhor e não o mérito humano. Israel foi um recipiente da graça abundante do Senhor, O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; Mas, porque o SENHOR vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito”.

III – Um povo escolhido.

1. Aprendemos finalmente que a igreja é uma comunidade escolhida por Deus, para refletir a sua glória e espalhar o seu evangelho a todos os povos.

A doutrina da eleição é a razão principal da nossa exisitência. Este ensino manisfesta a glória de Deus na vida da igreja e não retira de nossos ombros a responsabilidade de espalharmos a boa noticía do evangelho a todas as gentes.

2. A nossa escolha manifesta a glória de Deus.

A igreja não tem motivo de vangloriar-se, pois nossa escolha está firmada na Soberania Divina. Foi o Deus Soberano derramando sua graça abundante, que realizou antes dos tempos eternos a nossa escolha. Muitos têm se perguntado sobre o que motivou Deus em nos escolher. Não podemos explicar o motivo da nossa escolha. Isto é inexplicável. A bíblia se concentra principalmente na qualidade de vida que  a igreja deve manifestar, “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”, Ef.1:4. No entanto, apesar de não sabemos porque fomos escolhidos, tenhamos consciência que devemos viver para a glória de Deus.

3. A responsabilidade de levar a todos o evagelho de Deus.

A verdade e a graça de Deus são nossas, não para guardarmos, mas para passarmos adiante. O convite para recebermos o evangelho é também uma ordem de levá-lo adiante. Eis o motivo pelo qual a única igreja de que a bíblia fala é uma igreja missionária. Isto nos leva ao ponto inicial mencionado por Pedro, ele mencionou este aspecto missionário na escolha da igreja, Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia, I Pe. 2:9, 10. Isto deve ser repetido e praticado sempre na caminhada do povo de Deus.

Pastor Marcos Santos

IGREJA CONGREGACIONAL EM PÃO DE AÇÚCAR, TAQUARITINGA DO NORTE, PE.

EMAIL. prmarcos35@hotmail.com

Prmarcos35@yahoo.com.br


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